


A música na região das Missões teve três momentos distintos. Antes da chegada dos jesuítas, era a música dos chocalhos e tambores, executada pelos índios- guarani nos seus rituais sagrados e de guerra.
No período jesuítico, surge a música clássica nas igrejas missioneiras com o uso de instrumentos de origem guarani e o acréscimo de instrumentos de corda trazidos pelos padres da Europa e logo produzidos nas Missões pelos jesuítas e índios. O grande impulsionador do aprimoramento musical nas Missões foi, sem dúvida, o padre Antônio Sepp, que ensinou as primeiras notas musicais aos nativos, além de executar vários instrumentos e fabricar diversos destes, como o órgão e a harpa. A conhecida harpa paraguaia foi feita por Antônio Sepp na Missão de São João Baptista, aqui no Rio Grande do Sul .
Após a expulsão dos jesuítas é introduzida a gaita e surge uma mistura de ritmos musicais, com maior influência espanhola.
Atualmente, a música missioneira tem característica regionalista nos ritmos e nos cantos que lembram a perda da terra pelo índio, o amor a liberdade, os mistérios das catedrais e a vida gaudéria do homem campeiro que não gosta de fronteiras.
